A Comissão Europeia informou nesta quarta-feira (21) que vai propor a volta do Brasil à lista de países autorizados a exportar carne de aves e mel para a União Europeia. Os países do bloco devem votar a proposta na próxima reunião do comitê responsável.
A UE proíbe desde setembro a importação de produtos de origem animal do Brasil, principalmente carne bovina e de aves. O bloco exigia garantias de que substâncias antimicrobianas proibidas não são usadas na produção. No ano passado, a UE comprou quase US$ 800 milhões em carne de frango brasileira, segundo dados do governo.
Em comunicado, a Comissão afirmou que a auditoria realizada no Brasil sobre aves e mel teve resultados “positivos”. Na reunião com os países do bloco, a Comissão também respondeu a dúvidas sobre o alcance da proposta, o sistema de separação dos produtos e o controle das receitas veterinárias.
A carne bovina não entra na proposta. Segundo a Comissão, o Brasil ainda não consegue garantir de forma confiável que os animais não receberam antimicrobianos proibidos durante toda a vida. Por isso, o bloco não pretende propor, por enquanto, a volta desse produto.
No caso do frango, o controle é mais simples, porque as aves vivem cerca de 40 dias até o abate. Já o ciclo do gado dura aproximadamente dois anos.
Restrições após foco de Newcastle
Ao mesmo tempo, cinco países restringiram as compras de produtos avícolas brasileiros depois do foco da doença de Newcastle em uma granja de perus em Nova Itaberaba (SC), segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Suspensão das compras de todo o Brasil:
- Malásia: carne, produtos cárneos e miúdos de aves.
- México: aves vivas, carne e miúdos de aves, ovos férteis, pintinhos de até três dias e aves ornamentais, canoras, de rapina e de estimação.
Suspensão das compras de Santa Catarina:
- China: carne e produtos cárneos de aves.
- Arábia Saudita: carne e produtos cárneos de aves.
- Chile: ovos férteis e para consumo, pintinhos de um dia, aves ornamentais, carne fresca de aves e produtos com carne fresca de aves.
Segundo o Mapa, o governo mantém contato com as autoridades sanitárias dos países compradores para retomar o comércio. O ministério também reiterou que o consumo de produtos avícolas com inspeção oficial continua seguro.
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