A Câmara de Diputados da México aprovou a proposta de muro arancelario anunciada pelo governo de Claudia Sheinbaum para 2026, visando tarifas sobre importações asiáticas e a manutenção do TMEC. A medida atende ao objetivo de elevar a arrecadação fiscal sem abandonar o acordo com os EUA. O texto ainda pode sofrer mudanças no plenário.
A Comissão de Economia aprovou o projeto com 60% de alterações para suavizar as tarifas. As alíquotas variam entre 7% e 50% sobre mais de 1.400 produtos de 17 setores. O debate seguirá para o plenário, com previsão de revisão em julho de 2026.
Avanço Legislativo e formato das tarifas
Os ajustes reduziram alguns itens do conjunto inicial, especialmente cosméticos, plásticos e setor automotivo. Medidas ocorrem após mesas de trabalho com empresários, que temem impacto em custos e na oferta de produtos.
As tarifas incidirão sobre produtos sem acordo de livre comércio com o México, incluindo itens de automotiva, têxtil, plástico, papel, vidro e cosméticos. O objetivo oficial é estimular produção local e fortalecer cadeias de valor nacionais, mantendo o TMEC sob avaliação.
Impactos e contextos econômicos
Segundo estimativas de o Centro de Estudos de Finanças Públicas, as novas tarifas podem deixar cerca de 52 bilhões de dólares em importações. Analistas destacam que o reajuste pode pressionar preços ao consumidor e a competitividade de empresas mexicanas.
A discussão envolve ainda a revisão do TMEC, com o enfoque de manter a relação comercial com os EUA. O governo afirma que o marco é temporário e visa restabelecer condições de competição leal frente a práticas de subvaloração.
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