O Ibovespa fechou a sessão de terça-feira (9) em leve queda, integrante de um pregão marcado por volatilidade política e movimentos de commodities. O índice recuou 0,13%, para 157.981,13 pontos, após oscilações entre 155.187,81 e 158.851,19 pontos.
A plena atenção do mercado esteve voltada às declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre sua candidatura à Presidência, reiterando que é irreversível. A notícia ampliou a leitura sobre o cenário eleitoral e suas implicações para ativos.
Para o mercado, a maior preocupação era com a possibilidade de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em paralelo, o noticiário sinalizou ajustes em ações de Petrobras e siderúrgicas, que ajudaram a reverter parte das perdas.
Movimento de juros e temas políticos
Durante a tarde, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que haverá esforço concentrado para votar matérias da equipe econômica e, entre elas, o chamado projeto da dosimetria, que trata de penas para ataques de 8 de janeiro de 2023.
No câmbio, o dólar voltou a subir após as falas de Flávio, fechando a vista em alta de 0,35%, aos R$ 5,4411. O movimento foi suavizado na parte da tarde, com atenção à votação em Brasília e às decisões de política monetária.
Às 17h08, o contrato futuro de dólar para janeiro operava em alta de 0,05%, aos R$ 5,4610. No âmbito externo, o dia ficou marcado pela expectativa de decisão do Federal Reserve, que ocorre na quarta-feira, com o mercado prevendo manutenção da Selic em 15% no Brasil.
Perspectivas de política monetária
Os investidores aguardavam a decisão de juros do Banco Central brasileiro e do Fed. As apostas apontam para manutenção da taxa Selic em 15% no Brasil, e para corte de 25 pontos-base no Federal Reserve, mesmo com dados de emprego positivos nos EUA.
Paralelamente, o indicador de câmbio exibiu volatilidade ao longo do dia. O dólar chegou a subir mais cedo, atingindo máxima intradia de 5,4965, antes de recuar e fechar próximo de 5,44, refletindo a leitura de risco político.
Contexto de longo prazo
O mercado já acompanhava a escolha de Flávio Bolsonaro como candidato do campo bolsonarista, a percepção de menor competitividade frente a Tarcísio de Freitas e a preocupação com impactos sobre ativos no cenário eleitoral. A agenda de votações na Câmara alimenta esse radar.
Entre na conversa da comunidade