O prêmio de risco dos gilts do Reino Unido em relação aos Treasuries e à zona do euro tem mostrado sinais de melhora. Analistas destacam que queda recente ajuda a reduzir custos de endividamento, ainda que o custo permaneça elevado. O governo enfrenta fatores estruturais que mantêm o prêmio, como o apetite de fundos de pensão e as vendas do BoE.
A análise do Institute for Public Policy Research aponta que, desde a eleição, os rendimentos de gilts de 10 anos subiram, mas houve espaço para reduzir essa diferença. Economistas veem potencial de avanços se houver confiança fiscal e credibilidade na trajetória de déficit.
No radar, a fala de Rachel Reeves durante a conferência do Labour foi citada como ponto de inflexão por alguns especialistas. O IPPR identifica queda de cerca de 20 pontos base no prêmio desde então e avalia que a credibilidade fiscal pode sustentar esse movimento.
Mercados projetam cortes de juros do Bank of England até três vezes até o fim do próximo ano, caso a inflação ceda. Este cenário pode favorecer novos rebaixamentos de custos relativos aos gilts, caso o BoE reduza a venda de títulos que adquiriram após a crise financeira.
Entretanto, o IPPR alerta para riscos: dúvidas sobre credibilidade fiscal podem reverter o ganho. A instituição também cita o papel do BoE como grande detentor de gilts e a necessidade de sinais consistentes de disciplina orçamentária para manter o impulso.
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