Sunak, então ministro das Finanças do Reino Unido, discutiu em audiência de inquérito sobre a Covid-19 as ações tomadas em março de 2020 para evitar demissões em massa. Medidas de resgate foram anunciadas, com custos previstos em dezenas de bilhões de libras para sustentar a economia e o emprego.
Segundo o ex-ministro, a confiança de investidores estrangeiros teria se estreitado diante da necessidade de financiamento do governo. Ele descreveu o ambiente de choques no mercado de gilts e a ansiedade causada pela escalada da dívida.
Diante da turbulência, Sunak mencionou a criação da facility ways and means, com o Banco da Inglaterra, como um possível fundo de apoio temporário para o governo se não fosse possível obter recursos no mercado de títulos. O uso efetivo não ocorreu.
Medidas adotadas e cenários
O Banco da Inglaterra acionou o programa de QE, criando 200 bilhões de libras para comprar dívida pública e acalmar os mercados. Os subsídios a empregos, como o furlough, contribuíram para evitar demissões em massa.
Impactos econômicos e projeções
Estudos do Parlamento indicaram queda de 825 mil vagas entre início de 2020 e fim do ano, desemprego em ascensão e aumento de pessoas economicamente inativas. Sunak ressaltou que a prioridade foi proteger empregos, rendas familiares e a continuidade de negócios.
Conclusões do debate
Sunak afirmou que as decisões econômicas foram tomadas diante de trade-offs difíceis e que não era possível preservar todos os empregos. O foco, disse, foi manter a economia funcionando e comunicar claramente os riscos desde o início.
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