O setor do vinho enfrenta mais um ano de desafios. Empresas de alimentação, bares, restaurantes, vinícolas e lojas especializadas precisam lidar com margens estreitas, mudanças de consumo e custos crescentes. Em 2025, ameaças políticas agravam a situação.
O governo dos EUA, sob a gestão de Donald Trump, implementou tarifas sobre parceiros comerciais, com o vinho entre os afetados. Tarifa de 15% foi aplicada a produtores europeus, enquanto outras medidas atingem diversos itens de alimentação e bebidas, vidro e latas.
As incertezas surgem em meio a uma retórica endurecida sobre crime e imigração, com reforços de ICE e, em alguns locais, da Guarda Nacional. Essas ações, ainda que vistas como discurso político, elevam a ansiedade em salas de degustação e entre funcionários e clientes.
O efeito prático inclui decisões de compra mais cautelosas e planejamento de longo prazo mais difícil. Em março, durante o chamado Dia da Libertação, Trump havia ameaçado tarifas de até 30% sobre regiões vinícolas, antes de fixar 15% no verão.
O resultado é um setor que, segundo observadores, parece mais frágil do que nunca, com impactos na cadeia de suprimentos, custos logísticos e previsibilidade de mercado.
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