Dollar General concordou em pagar pelo menos US$ 15 milhões para encerrar ações coletivas e investigações que apontam repasses de preços em várias lojas da rede nos EUA. A empresa afirma ter aceitado o acordo para evitar litígios adicionais, enquanto clientes em qualquer estado americano podem requerer ressarcimento.
As ações foram movidas em vários estados, envolvendo supostas cobranças superiores ao preço anunciado nas prateleiras. Cinco ações reunidas resultaram em um acordo nacional, com casos em New Jersey, New York, Oklahoma e South Carolina. A ação relacionada à Carolina do Sul foi apresentada em Tennessee, onde fica a sede da empresa.
Bufunfa jurídica: escritórios de advocacia, incluindo um escritório fundado por Marc Dann, representam consumidores. Dann não respondeu a pedidos de entrevista; o Guardian reportou que as famílias com menos renda são as mais impactadas por divergências de preço. Dollar General também negou irregularidades.
Se aprovado em audiência marcada para março de 2026 em New Jersey, clientes poderão receber ressarcimento com base no valor pago indevidamente. Vão de US$ 10 a até o montante total da sobrecobrança comprovada. Quem tiver comprovantes ou denúncias dentro de 30 dias da compra pode requerer o benefício; sem documentação, há possibilidade de desconto de US$ 3 em uma compra de US$ 10.
Além do pagamento, a rede se compromete a contratar funcionários para monitorar divergências de preço e a realizar auditorias externas de preço. A estimativa é de que o desembolso supere o valor confirmado no acordo, com a possibilidade de doação do saldo a uma rede nacional de bancos de alimentos caso haja deficiência.
A ação nacional foi apresentada no dia 10 de dezembro, um dia após a procuradora-geral da Pensilvânia anunciar acordo separado com Dollar General. A Pensilvânia informou que mais de 40% das inspeções de exatidão de preços entre 2019 e 2023 não passaram, com uma loja apresentando 72% de itens com preço incorreto.
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