O Ethereum está cada vez mais sendo visto como um bem público em escala global, segundo analista e investidor William Mougayar. Em um fio público publicado na conta oficial do Ethereum no X, ele afirmou que a rede funciona como um bem público não rival e não excludente, capaz de habilitar sistemas amplos.
O argumento coloca o Ethereum em uma categoria conceitual similar a tecnologias fundamentais como a Internet, GPS e TCP/IP. O autor destaca que o valor real da infraestrutura muitas vezes não é imediatamente visível ao mercado.
Mougayar compara a Internet, que funciona como protocolo de informação, com o Ethereum, que estaria evoluindo para um protocolo de valor. A base permanece como bem público, mas camadas superiores apoiam bens privados, aplicações institucionais e atividades comerciais.
Para preencher a lacuna entre valor percebido e impacto, o relatório propõe um modelo de valoração em três etapas: valor capturado, valor de fluxo e superávit de confiança. O primeiro já é mensurável em tarifas e economia de token.
O valor de fluxo refere-se à contribuição econômica mais ampla gerada por DApps, mercados financeiros e uso institucional. O superávit de confiança é descrito como o ganho econômico resultante da redução de fricções em transações globais.
Segundo a thread, esse superávit de confiança surge pela redução de custos de liquidação, verificação, risco de contraparte, fraude e reconciliação. Esse efeito se acumula conforme mais usuários e instituições adotam a rede.
A abordagem muda o foco da competição entre blockchains para a competição com o status quo da coordenação global. O texto sustenta que a força de longo prazo do Ethereum está em reduzir custos de confiança e facilitar acordos econômicos em escala mundial.
Para entender o valor do Ethereum para o mundo, o autor recomenda observar dependências, fluxos e minimização de risco. Esse arcabouço, segundo ele, é onde o valor de bem público se acumula.
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