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Bumble e LinkedIn fortalecem networking e busca de empregos

Apps de namoro viram ferramenta de networking e busca por emprego, com usuários buscando indicações e entrevistas por meio de plataformas

Apps originalmente pensados para relacionamento afetivo ou sexual ganham propósito também de conexões profissionais
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A utilização de apps de namoro para fins profissionais cresce entre usuários que buscam indicações, entrevistas e oportunidades de trabalho. Tiffany Chau, 20, do California College of the Arts, conectou-se via Hinge para conseguir um estágio de verão em design de produtos.

A ideia é ampliar a rede de contatos. Chau afirma tratar apps de namoro como plataformas de networking, semelhantes ao Instagram ou LinkedIn. O movimento acontece entre trabalhadores que sentem falhas na busca tradicional por emprego.

Pesquisas públicas apontam que a procura por empregos online está aquecida pela automação e pela IA, que filtram currículos e sobrecarregam sistemas de correspondência. O objetivo é alcançar gerentes de contratação presencialmente, quando possível.

Dados de 2025 mostram alta na taxa de desemprego nos EUA, chegando a 4,6% no agregado. Entre trabalhadores com diploma de bacharel, a taxa subiu de 2,5% para 2,9% em um ano, conforme o Bureau of Labor Statistics.

Cerca de um terço dos usuários de apps de namoro nos EUA já buscaram parceiros com objetivos profissionais, segundo uma pesquisa com 2.200 entrevistados, realizada pelo ResumeBuilder.com. Dois terços buscavam pessoas em empregadores desejados.

A galera de tecnologia também participa. Alex Xiao, 18, da UC Berkeley, diz ter recebido pedidos de ajuda para vagas de trabalho em conversas iniciadas por meio de redes de relacionamentos.

Empresas de encontros observam o movimento. O Grindr afirma que, embora seja voltado ao público LGBTQ, muitos usuários já exploram expansão de rede para fins profissionais, mantendo o foco no relacionamento.

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