O grupo LK Bennett, marca de moda de alto padrão, pediu ao tribunal de alto nível a nomeação de um administrador para a empresa. A medida, anunciada na terça-feira, envolve a equipe de aproximadamente 280 pessoas e ocorre no contexto de dificuldades financeiras recorrentes da rede.
A companhia, criada por Linda Bennett em 1990, pertence hoje a apoiadores com base na China. Em 2019, após não encontrar um novo patrocinador, a LK Bennett entrou em administração, sendo posteriormente adquirida pela sócia chinesa Rebecca Feng, que derrotou concorrentes como Mike Ashley, da Sports Direct.
A injecção de capital e a reestruturação dos créditos não impediram o desfecho insólito: o negócio volta a enfrentar dificuldades e pode entrar novamente em insolvência. A empresa está a reavaliar dívidas para além de manter operações com um número reduzido de lojas.
Situação financeira
Em contas que abrangem até janeiro de 2024, a LK Bennett registou prejuízo de £3,2 milhões e passivos de quase £22 milhões. O auditor Grant Thornton apontou incerteza material sobre a continuidade, indicando violação de acordos com credores e um prazo para renegociar a dívida.
O relatório também indicou que pode haver nova violação de covenants, embora tenha recebido uma carta de intenção do banco de manter todas as facilities até 31 de janeiro de 2026, sem que haja uma waivers formais concedida.
A LK Bennett foi contactada para comentar o caso. Fontes próximas ao mercado apontam que a decisão de buscar um administrador visa justamente renegociar o montante devedor e preservar a operação, caso seja possível evitar a liquidação.
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