O Banco Central detalhou ao Tribunal de Contas da União a liquidação do Banco Master, defendida pela autoridade monetária. Em Brasília, o BC apresentou irregularidades identificadas, entre elas indícios de fraudes, e argumentou que reverter a decisão traria riscos graves ao sistema financeiro.
A instituição justificou a intervenção para proteger os poupadores e a estabilidade do mercado. Entre as causas apontadas estão falhas graves de gestão, descumprimento de normas do setor e indícios de crimes ligados a operações simuladas e à gestão fraudulenta.
O BC informou ao Ministério Público Federal suspeitas de gestão fraudulenta e de operações simuladas. Também mencionou possível recirculação de recursos por meio de uma rede de fundos e empresas, prática que pode configurar crime e violar regras de transparência.
A decisão é alvo de questionamentos em Brasília, com pressão política ligada ao fechamento do banco. Em TCU, um ministro criticou a suposta precipitação da medida, enquanto no STF houve movimentação processual incomum, elevando dúvidas sobre impactos externos ao BC.
O caso envolve ainda o ministro Dias Toffoli, que colocou parte da investigação em sigilo, e o ministro Alexandre de Moraes, ligado a controvérsia envolvendo o escritório de advocacia da esposa de Moraes, contratado pelo Banco Master. Ambos negaram interferência.
Segundo o BC, a anulação da liquidação imporia riscos significativos ao sistema financeiro, sobretudo aos poupadores. A instituição afirmou que a medida foi tomada apenas após esgotadas as alternativas para salvar a instituição sem prejudicar o cenário econômico.
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