O Banco Central informou ao Tribunal de Contas da União sobre irregularidades no Banco Master e afirmou que reverter a liquidação traria riscos ao sistema financeiro. A comunicação também relata que condutas possivelmente criminosas foram levadas ao Ministério Público Federal. A liquidação ocorreu em 25 de novembro.
Segundo o BC, o Master enfrentava “profunda e crônica crise de liquidez” e descumpria normas regulatórias de forma reiterada. No mesmo dia da liquidação, o BC anunciou nova comunicação de crime ao MPF por indícios de gestão fraudulenta, operação simulada e uso de artifícios para dar aparência de legalidade a operações sem substância econômica.
O documento descreve recursos do Master sendo reciclados via uma cadeia de fundos e sociedades interpostas, o que violaria princípios de transparência e segregação fiduciária, potencialmente configurando fraude. A liquidação teria sido decretada após esgotadas alternativas, inclusive negociação com o BRB, que foi recusada por apresentar suspeitas sobre a gestão do banco.
A defesa do BC sustenta que a medida foi indispensável para proteger o sistema financeiro e a poupança popular. O episódio gerou tensões políticas em Brasília, com críticas a prazos e métodos usados pelo BC na condução do processo e a investigações em curso envolvendo autoridades de diferentes esferas. Autoridades continuam apurando as irregularidades relatadas pelo BC.
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