Cinco bilionários da tecnologia realizaram vendas expressivas de ações em 2025, impulsionadas pelo entusiasmo com IA e pela necessidade de ajustar carteiras. Entre eles, Safra Catz, Jeff Bezos e Michael Dell lideraram o ranking de maiores desembolsos conforme estimativas da Forbes. O período analisado vai de 1º de janeiro a 15 de dezembro.
A Forbes acompanhou 198 magnatas americanos de tecnologia com venda divulgada na SEC. Não foram contabilizadas operações para impostos, doações ou exercícios de opções. O montante agregado dos 20 maiores vendedores passou de US$ 19 bilhões no intervalo observado.
O movimento ocorre em meio a mudanças de risco e a quebras de lições de mercado. Mesmo com a alta nas ações de IA, muitos executivos realizam lucros em planos previamente registrados, o que pode refletir estratégias de gestão de patrimônio diante da volatilidade setorial.
Quem mais vendeu em 2025
Jeff Bezos aparece em primeiro lugar, com US$ 5,6 bilhões vendidos da Amazon. Michael Dell ficou em segundo, vendendo US$ 2,2 bilhões de ações da Dell. Safra Catz, da Oracle, vendeu US$ 1,9 bilhão, atingindo o maior volume relativo ao patrimônio entre os 20.
Jensen Huang, da Nvidia, vendeu US$ 1,1 bilhão; Jayshree Ullal, da Arista Networks, US$ 1 bilhão. Herald Chen, da AppLovin, ficou com US$ 710 milhões, seguido por Frank Slootman, da Snowflake, com US$ 680 milhões. David Baszucki, da Roblox, vendeu US$ 670 milhões.
Mark Zuckerberg, da Meta, desfez-se de US$ 640 milhões. Brian Armstrong, da Coinbase, teve venda de US$ 570 milhões. Entre outros, Stephen Cohen (Palantir) vendeu US$ 561 milhões, Eric Lefkofsky (Tempus AI) US$ 506 milhões, e Mark Stevens (Nvidia) US$ 500 milhões.
Além disso, Henry Samueli (Broadcom) realizou venda de US$ 500 milhões. No grupo, Brannin McBee e Jack Cogen, da CoreWeave, comercializaram títulos equivalentes a US$ 470 milhões e US$ 490 milhões, respectivamente. Reed Hastings, da Netflix, vendeu US$ 370 milhões; David Duffield (Workday) US$ 310 milhões.
Observações sobre o comportamento do mercado
As operações ocorreram predominantemente por meio de planos de negociação divulgados à SEC, para evitar uso de informação privilegiada. As vendas costumam refletir tendências macroeconômicas e estratégias de liquidez dos bilionários diante de ciclos de valorização.
Elon Musk e Larry Ellison ficaram de fora da lista, pois recorreram a garantias de ações para empréstimos, buscando aproveitar o valor de suas participações sem efetuar a venda de papéis para fins tributários.
Contexto e impactos na indústria
Os dados destacam como o alinhamento entre lucros de curto prazo e investimentos estratégicos permanece comum entre os principais nomes do setor. Recursos liberados podem financiar projetos de IA, imóveis ou ventures, incluindo áreas de robótica e exploração espacial.
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