O Ibovespa fechou a primeira sessão de 2026 em queda, aos 160.538,69 pontos, -0,36% frente ao pregão anterior. Minerva e MBRF estiveram entre as maiores perdas, após a China anunciar tarifas de importação para carne bovina.
O índice oscilou entre 161.956,56 pontos (máxima) e 160.059,14 pontos (mínima) durante o dia. O volume financeiro somou 19,47 bilhões de reais em sessão de liquidez impactada por feriado e fim de semana.
O dólar encerrou o dia em queda de 1,19%, a 5,4238 reais na venda. A moeda chegou a 5,4176 reais na intradição e atingiu 5,4517 reais no topo do dia.
Câmbio e conjuntura
Às 17h54, o contrato futuro de dólar para fevereiro caía 1,01%, para 5,4640 reais. Operadores dizem que o recuo já era esperado após o hiperativo fim de ano, com remessas de dividendos.
O Banco Central informou fluxo cambial negativo de 8,41 bilhões de dólares em dezembro até o dia 26, com saídas líquidas de 15,05 bilhões no canal financeiro. O canal comercial teve saldo positivo de 6,64 bilhões.
No exterior, o PMI brasileiro devolveu a queda de dezembro, sinalizando retração da atividade industrial no fim de 2025. O índice ficou em 47,6 pontos, abaixo de 48,8 em novembro.
A agenda aponta para a divulgação do IPCA na semana seguinte, com atenção de investidores e autoridades em recesso. O resultado pode influenciar a condução da política monetária.
Desdobramentos de bolsa e composição
A sessão teve liquidez fraca por conta de feriado. Com a abertura de 2026, a bolsa passa a ter Copasa ingressando e CVC Brasil saindo, conforme a terceira prévia de composição. A mudança pode alterar o peso de setores no índice.
A queda de Minerva e MBRF ocorreu após a China anunciar tarifas sobre carnes bovinas, impactando exportadoras brasileiras. A reação reflete a sensibilidade do setor à pauta comercial externa.
No fim do dia, o dólar caiu, e o Ibovespa permaneceu entre perdas modestas e ganhos durante o pregão. Analistas destacam ajuste de preços após remessas de dividendos de multinacionais no fim de ano.
Entre na conversa da comunidade