As exportações brasileiras para a Venezuela somaram US$ 6,95 bilhões entre 2016 e 2025, com 10,55 milhões de toneladas enviadas ao país vizinho. A pauta exportadora concentrou-se em cereais, açúcar e proteínas animais.
Desde 2020 houve forte retomada dos fluxos comerciais, impulsionada por demanda venezuelana por alimentos básicos. O intercâmbio manteve-se robusto, mesmo diante de tensões políticas entre Brasília e Caracas.
A relação bilateral ficou marcada por alta participação do agronegócio brasileiro na oferta venezuelana, enquanto as importações do Brasil a Venezuela permaneceram relativamente baixas.
Estrutura da pauta exportadora
No acumulado da década, cereais, farinhas e preparações representaram cerca de um terço das receitas, totalizando US$ 2,33 bilhões com 5,57 milhões de toneladas. Em 2023, o envio atingiu 940,2 mil toneladas.
Desempenho do complexo sucroalcooleiro
O complexo sucroalcooleiro soma US$ 1,49 bilhão em faturamento e 3,15 milhões de toneladas exportadas. Desde 2020 houve crescimento constante, com patamares superiores a US$ 200 milhões anuais entre 2022 e 2024.
Outros segmentos e equilíbrio comercial
O setor de soja rendeu US$ 905,8 milhões, com pico de demanda em 2021. O segmento de carnes acumulou US$ 585,4 milhões na década, iniciando recuperação após 2018 e atingindo 96,6 milhões de dólares em 2022.
Contexto da agroindústria venezuelana
A Venezuela enfrenta produção agrícola restrita e dependência de insumos importados. A projeção de milho para 2024/25 ficou em 1,36 milhão de toneladas, enquanto arroz beneficiado soma cerca de 407 mil toneladas. A avicultura é o segmento mais dinâmico entre proteínas.
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