Os mercados emergentes fecharam 2025 com recuperação robusta, abrindo espaço para superar os EUA pela primeira vez em quase uma década. No Brasil, o Ibovespa avançou perto de 34% no ano, enquanto o dólar caiu, estimulando fluxos para ativos locais e retornos de dois dígitos em títulos.
Para 2026, o rali é visto como estrutural, não passageiro. Expectativas de cortes de juros, afrouxamento monetário e menor vulnerabilidade fiscal fortalecem o crédito no Brasil, na Índia e em outras economias, com eleições-chave no ano influenciando as estratégias de investimento.
Perspectivas e fundamentos
Analistas destacam que a demanda por ativos de risco em EM pode permanecer, desde que haja seletividade. O dólar mais fraco é apontado como pilar da recuperação, com diversas moedas locais valorizando frente à moeda norte-americana.
A gestão macroeconômica em mercados emergentes é citada como sólida por especialistas, com espaço para maior afrouxamento monetário. Fluxos de capitais devem sustentar o cenário de renda variável e renda fixa de moedas locais.
Brasil em foco
Entre os mercados, o Brasil aparece como uma das principais apostas para 2026, segundo gestores. Juros em queda, inflação sob controle e potencial de melhora institucional são apontados como fatores positivos, associados à eleição presidencial de outubro.
Outros protagonistas regionais também recebem atenção, incluindo a Argentina, cuja relação entre valor de mercado e PIB é menor que a de diversos pares, e a Índia, considerada com mento de “mola” estrutural, mas com tensões comerciais que podem ser desbloqueadas por acordos.
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