Apoiadores globais da soja entraram em posição de saída do Moratório da Soja, acordo voluntário que bloqueia a compra de soja associada ao desmatamento na Amazônia desde 2008. A decisão foi comunicada em 25 de dezembro, pouco antes de vigorar lei tributária em MT.
A ABIOVE, associação brasileira das indústrias de óleo vegetal, informou organizações da sociedade civil que deixará o pacto. A retirada deve entrar em vigor em cerca de 30 dias, conforme o anúncio.
Empresa de sinais mistos: Cargill, ADM, Bunge, Louis Dreyfus Company e COFCO International aparecem entre as maiores compradoras. A retirada completa dos signatários ainda não está assegurada.
Contexto e consequências iniciais
O Moratório impede a compra de soja produzida em áreas desmatadas após julho de 2008. Entre 2009 e 2022, a área monitorada registrou queda de 69% na desflorestação, mesmo com aumento de 344% na área plantada na Amazônia.
ABIOVE argumenta que o acordo cumpriu papel histórico e deixou legado de sustentabilidade, alegando que a legislação ambiental brasileira deve manter proteção florestal e acesso ao mercado.
Repercussões e próximas etapas
Grupos ambientais, como WWF-Brasil e Greenpeace Brasil, indicam maior risco de desmatamento com a saída. O STF ainda avaliará a constitucionalidade da nova lei de MT, que retira benefícios fiscais de signatários.
O executivo Maurício Voivodic, da WWF-Brasil, afirmou que a saída representa um retrocesso e pode prejudicar metas de conservação. A situação permanece sujeita a decisões de mercado e à evolução legal.
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