O sultão Haitham bin Tariq completa seis anos no poder de Oman, num país que enfrentava dívida elevada e queda de receitas. Assumiu após a morte de Qaboos, em momento crítico para a economia petrolífera regional.
O governo encontrou dificuldade grave, com projeções de contração econômica e classificação de crédito em alerta. Hoje, sinais indicam recuperação, com melhora da dívida, superávit fiscal e maior atração de investimentos.
Haitham não prioriza o espetáculo. Sua gestão se baseia em planejamento técnico e contenção de despesas, diferente do estilo de monarcas vizinhos. A administração já implementou reformas fiscais significativas.
Mudança econômica e investimentos
A dívida pública caiu pela metade, e o déficit foi revertido para superávit. A economia tem crescido e as exportações não hidrocarbonetos também aumentaram. O FMI projeta crescimento próximo de 4% para 2026.
Em 2024-2025, o governo lançou grandes planos no hidrogênio verde, com investimentos estimados em dezenas de bilhões. Oman criou a entidade Hydrom para coordenar o setor e já abriu leilões de projetos.
A meta é transformar a economia rumo à diversificação, reduzindo a dependência do petróleo e fortalecendo setores de alto valor agregado. A estratégia envolve parcerias público-privadas e desenvolvimento tecnológico.
Desafios sociais
Apesar do progresso, o desemprego juvenil permanece elevadíssimo, com destaque para mulheres jovens. O programa Omanização exige contratação de nacionais, gerando tensão com o setor privado.
Críticas a restrições a liberdades e repressão a dissidências também marcam o cenário. Leis de segurança e ações contra críticos são reportadas por organizações de direitos humanos.
A qualidade de vida depende de empregos qualificados para jovens formados. A transição para uma economia menos dependente de óleo exige tempo e investimentos contínuos.
Política externa e neutralidade
Haitham mantém a neutralidade regional, buscando diálogo com Arábia Saudita, Irã e Estados Unidos. A diplomacia estável é vista como vantagem estratégica para negócios e segurança regional.
Essa postura facilita mediação de conflitos e cooperação regional, mantendo Oman como elo diplomático entre potências e aumentando a atratividade para investimentos.
Olhar para o futuro
A liderança aposta na continuidade de reformas fiscais e na expansão do setor de hidrogênio verde. A geração seguinte herdará desafios de emprego, governança e equilíbrio fiscal.
Se as mudanças forem consolidadas, Oman pode manter estabilidade macroeconômica e ampliar sua influência como polo de energia limpa na região. Haitham consolidou um modelo de gestão técnico.
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