O conflito econômico entre países substituiu o conflito armado como principal risco identificado por especialistas, segundo a edição anual da pesquisa de percepção de riscos do Fórum Econômico Mundial. Mais de 1.300 especialistas de diferentes setores participaram do levantamento, divulgado nesta quarta-feira.
A pesquisa aponta que o risco geoeconômico atingiu o topo das preocupações, com tarifas elevadas, restrições a investimentos estrangeiros e controles de fornecimento de recursos, como minerais essenciais, entre os principais gatilhos. O conjunto de respostas indica que políticas econômicas podem funcionar como armas.
Nos ambientes de curto prazo, as percepções de risco ambiental recuaram. Contudo, preocupações sobre impactos de longo prazo da governança da inteligência artificial ganharam peso, aparecendo entre os principais temas a serem monitorados nos próximos anos.
No clube de temores de dois anos, condições climáticas extremas mantêm posição baixa: caiu para a quarta colocação, assim como a poluição, que recuou para a nona posição. Mudanças críticas nos sistemas terrestres e a perda de biodiversidade também perderam espaço.
A perspectiva de longo prazo tende a manter as questões ambientais entre as três principais preocupações. Enquanto isso, o temor com os desfechos adversos da IA sobe para quinto lugar em um horizonte de 10 anos. A governança da IA é apontada como desafio que pode afetar empregos, sociedade e saúde mental.
A diretora-gerente Saadia Zahidi, responsável pela condução do encontro em Davos, ressaltou que a percepção de risco envolve o uso de políticas econômicas como instrumentos de competição, em vez de ferramentas de cooperação. O Fórum afirma que a pesquisa se baseia nas respostas de mais de 1.3 mil líderes globais.
Essa edição da pesquisa foi realizada para o Fórum Econômico Mundial, sediado em Davos, Suíça, com a participação de especialistas de academia, setor privado, governo, organizações internacionais e sociedade civil. Os resultados serão discutidos no encontro anual a partir da próxima semana.
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