O BRB projeta prejuízos decorrentes da liquidação do Banco Master e avalia, como plano de contingência, receber aporte do governo do Distrito Federal para cobrir o rombo. A instituição indica que a gestão Ibaneis Rocha sinalizou opção de capitalizar essas perdas.
A auditoria independente Machado Meyer, com suporte técnico da Kroll, analisa a contabilidade desses prejuízos, segundo nota divulgada pelo BRB. A instituição afirma manter robustez financeira, com patrimônio líquido de 4,5 bilhões de reais e patrimônio de referência de 6,5 bilhões.
O Master está sob investigação da Polícia Federal por possível venda de carteiras de crédito fraudulentas ao BRB, montante que pode ter chegado a 12 bilhões de reais. O BC decretou a liquidação do banco Master no âmbito desse caso.
BRB informou que é credor na liquidação do Master e trabalha para recuperar recursos aportados, observando a prioridade de pagamentos aos credores.
Em setembro do ano passado, o BRB tentou comprar parte de uma operação envolvendo títulos sem lastro, o que desencadeou investigações sobre fraudes e resultou na operação Compliance Zero.
A-> evolução do caso trouxe novas revelaçõess sobre a gravidade das fraudes no Master, com a PF cumprindo 42 mandados de busca e apreensão em cinco estados e bloqueando bens avaliados em 5,7 bilhões de reais.
Contrato envolvendo a esposa de ministro
Foi identificada, pelas provas apreendidas, a existência de um contrato da esposa do ministro Alexandre de Moraes que previa o pagamento de 129 milhões de reais em três anos, último ano de 2025.
Essa descoberta gerou movimentos de oposição ao governo, com pedidos de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito e de impeachment de Moraes, segundo veículos de imprensa.
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