O Banco Master está no centro de uma escalada de investigações que envolve a Polícia Federal, o Banco Central e o STF. Nesta quarta-feira (14), a PF deflagrou uma nova etapa da operação, ampliando apurações que já tinham alcançado o controlador Daniel Vorcaro e agora miram familiares e outras ligações no mercado financeiro. A liquidação extrajudicial do banco segue sob análise de órgãos reguladores.
As apurações apontam indícios de fraudes, desvios de recursos e possível interferência em decisões regulatórias. Parte dos desdobramentos tramita no STF, com sigilo mantido sobre o processo. O caso ganhou contornos de responsabilidade de diferentes esferas do Estado, não apenas de atuação policial.
Ampliação da investigação
A nova fase, chamada Compliance Zero, autorizou 42 mandados de busca e apreensão por empresários com atuação ligada ao controlador e a familiares. Também houve sequestro e bloqueio de bens que ultrapassam 5,7 bilhões de reais, segundo informações oficiais. A operação envolveu buscas em São Paulo e outras regiões.
Liquidação e origem da crise
O BC decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, instaurando administração especial temporária por 120 dias. A medida encerra operações, nomeia um liquidante e visa quitar credores conforme a ordem legal. A liquidação foi justificada pela situação econômico-financeira da instituição e pela violação de normas do setor.
Tentativas de venda e contexto
O banco viveu momentos de busca por comprador. Em setembro, o BC vetou a aquisição pelo BRB. Em novembro, a Fictor Holding Financeira anunciou a compra mediante aporte de 3 bilhões de reais, tentando fortalecer a estrutura de capital. A operação coincidiu com a fase de venda municipal.
Ações e impactos
Entre os alvos da PF estão Vorcaro e familiares, com endereços em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Além de veículos e itens de alto valor, houve apreensão de recursos, somando-se aos bloqueios já existentes. A defesa de Vorcaro alega cooperação com as autoridades.
Perspectiva institucional
O caso envolve debates sobre a atuação de reguladores, a estabilidade do sistema financeiro e a responsabilidade de instituições públicas e privadas na gestão de crises. O STF já determinou sigilo sobre o andamento das apurações, mantendo-os sob avaliação dos ministros.
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