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Contrato assegurado para construir um dos maiores parques eólicos offshore

Berwick Bank, uma das maiores usinas eólicas offshore, recebe contrato no Reino Unido para até 4,1 GW com 307 turbinas, ligando até seis milhões de lares

BBC Breaking News
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O Berwick Bank, parque eólico offshore, receberá um contrato governamental no Reino Unido para ser erguido próximo às costas de East Lothian. O projeto terá até 307 turbinas e deve gerar energia suficiente para atender até seis milhões de residências.

A usina, com capacidade total de 4,1 gigawatts, abrange a primeira fase de desenvolvimento, que deverá entregar aproximadamente 1,4 gigawatt. O contrato de Diferença garante um preço mínimo para a eletricidade produzida.

O acordo faz parte de 12 propostas de energia eólica offshore no Reino Unido que receberam suporte financeiro, em linha com a meta de reduzir tarifas de energia até 2030. A iniciativa visa reduzir a dependência de gás e ampliar a capacidade limpa do sistema elétrico.

Detalhes do projeto

As turbinas ficarão a cerca de 24 milhas náuticas da costa, ao lado do atual parque Seagreen, que iniciou operações em 2022. O Seagreen é hoje o maior parque offshore da Escócia, com 115 turbinas capazes de abastecer até 1,6 milhão de residências.

Os cabos do Berwick Bank levarão a energia para subestações em Dunbar, East Lothian, e Blyth, Northumberland. A SSE Renewables, responsável pelo empreendimento, estima que a construção movimente até £6 bilhões para a economia do Reino Unido.

O contrato marca a primeira usina fixa de offshore a obter uma tarifa desde 2022. Além disso, foi concedido also o contrato para o Pentland offshore de flutuante, próximo a Dounreay.

Impacto econômico e contexto

O governo afirma que os contratos entregarão energia suficiente para abastecer 12 milhões de casas, representando o maior contrato de energia eólica offshore já realizado no Reino Unido e na Europa. Analistas destacam ganhos estratégicos em independência energética e contenção de tarifas para consumidores.

Especialista em energia, Jess Ralston, avalia que o marco pode ampliar a autonomia energética do país ao reduzir a necessidade de gás importado. O desenvolvimento está alinhado com a transição para fontes limpas e previsível.

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