O custo de empréstimo do Reino Unido caiu para o menor nível em mais de um ano, impulsionado pela percepção de finanças públicas mais estáveis e pela possibilidade de novas quedas de juros. O rendimento dos bônus do governo de 10 anos recuou para 4,34%, ante 4,41%, atingindo o nível mais baixo desde dezembro de 2024.
Essa queda ocorre diante de um cenário de menor risco de desequilíbrios nas contas públicas britânicas, o que beneficia o mercado de dívida com quase 3 trilhões de libras em circulação. O movimento ajuda a reforçar a posição do Tesouro diante de investidores internacionais céticos em relação à capacidade de equilibrar as contas.
A reprecificação acompanha a aposta em cortes adicionais de juros pela Bank of England neste ano, com cortes já anunciados anteriormente. Analistas destacam que o ambiente de menor inflação e desaceleração do emprego pode levar o Comitê de Política Monetária a reduzir a taxa para além de 3,75%, com a expectativa de chegar perto de 3,25% antes de 2027.
Perspectivas de política monetária
Além das apostas de cortes, o mercado monitora a evolução dos dados de inflação, que devem sinalizar queda em dezembro frente a novembro. Em meio a essas tradições, o mercado mantém o foco na trajetória dos juros e na solidez das finanças públicas britannicas.
Enquanto isso, participantes do mercado normatizam a ideia de que a inflação mais fraca sustenta o espaço para reduções adicionais, sem sinalizações de mudanças abruptas na política. A atenção permanece voltada para o ritmo de ajustamento da taxa básica e para as perspectivas econômicas do Reino Unido.
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