Diante do crescimento urbano desordenado, empresários apostam em bairros planejados que combinam moradia, trabalho, comércio, serviços, cultura e lazer. A Idealiza Cidades alcançou 3,1 bilhões de reais em Valor Geral de Vendas com projetos de uso misto.
Fundada por sócios com Fabiano de Marco na liderança, a empresa surgiu há pouco mais de uma década para ampliar a oferta de espaços públicos em áreas privadas. O foco é reduzir a dependência do automóvel e estimular a convivência comunitária.
A ideia é criar ambientes com “supervisão natural” e alta atividade social, o que, segundo a companhia, ajuda a prevenir delitos. O acesso rápido a serviços é visto como parte da sustentabilidade do modelo.
O que a Idealiza Cidades faz
A empresa desenvolve bairros onde moradia, comércio e serviços convivem de forma integrada. A meta é ampliar o acesso público em terrenos privados, com áreas de lazer, cultura e espaços para empregos locais.
O portfólio já soma projetos em várias cidades. Pelotas, Uberlândia, João Pessoa e São José dos Campos aparecem entre as praças centrais dos planos. Em Pelotas, por exemplo, o Parque Una soma várias fases de desenvolvimento.
O Parque Una São José dos Campos é um dos projetos de maior destaque, incluindo parque central, espaços multiuso e anfiteatro. A ideia é que essas áreas fiquem abertas à população.
Resultados e planos futuros
Até dezembro de 2024, cerca de 130 lotes residenciais já estavam vendidos no Parque Una de São José dos Campos. O total de terrenos para uso misto envolve 69 áreas para serviços, escolas e comércio.
Para 2026, a empresa projeta lançar quatro edifícios com valor estimado de 800 milhões de reais. O VGV potencial do parque é de 15 bilhões de reais, segundo a administração da empresa.
A Pelotas foi o marco inicial, com cerca de 20 edifícios lançados. Em Uberlândia, o primeiro de dois projetos resultou em vendas de 1 bilhão de reais em 24 meses, destacando o ritmo de crescimento.
Contexto financeiro e condições de mercado
No ano anterior, a Idealiza Cidades registrou faturamento de 436,1 milhões de reais e lucro líquido de 220 milhões. De Marco aponta que o negócio é de longo prazo e resiliente, com projetos de 30 anos.
Segundo o empresário, há interesse de fundos de investimento em entender o modelo. Por razões de confidencialidade, nomes de potenciais investidores não são divulgados. As negociações ressaltam o apetite por bairros com vocação social.
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