A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira a segunda fase da Operação Compliance Zero. O foco é um esquema de fraudes envolvendo o Banco Master e o proprietário Daniel Vorcaro. Foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão e bloqueados 5,7 bilhões de reais em bens.
Os alvos incluem endereços ligados a Vorcaro, familiares e aliados. Os mandados foram autorizados pelo ministro Dias Toffoli, do STF, e abrangem os estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. A PF aponta crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta, manipulação de mercado e lavagem de capitais.
A PF afirma que a ação visa interromper a atuação da organização, recuperar ativos e dar continuidade às investigações. Entre os bens apreendidos há celulares, veículos, itens de luxo, equipamentos eletrônicos, armas, dinheiro e documentos.
A defesa de Vorcaro informou à Gazeta do Povo que ele tem colaborado com as autoridades. Afirmou ainda que todas as medidas serão atendidas com transparência e que ele permanece disponível para esclarecimentos.
Alvos e desdobramentos
Entre os investigados estão empresários Nelson Tanure e João Carlos Mansur, ex-CEO da Reag Investimentos. A PF também aponta participação de gestoras de fundos em endereços na Avenida Faria Lima, em São Paulo.
Um dos alvos é Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro, detido no Aeroporto de Guarulhos e liberado posteriormente. A operação também envolve o que seria o uso de fundos para lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado.
A PF扩大 as frentes de apuração: irregularidades na operação com o BRB e possível ligação com fundos usados para lavagem. O bloqueio de recursos visa facilitar a recuperação de valores pelo BRB, segundo a instituição.
Contexto institucional
No passado, Toffoli já condicionou novas diligências a autorização prévia da Corte, citando a necessidade de oversight em relação a autoridades com foro privilegiado. A operação segue em andamento, com sigilo parcial ainda atual em alguns atos.
Entre na conversa da comunidade