O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, reuniram-se em Brasília na noite desta quarta-feira (14). O encontro serviu para reafirmar a cooperação entre as instituições em meio à crise envolvendo o Banco Master e a centralização do processo de liquidação no STF, sob criticas de Dias Toffoli.
A PF deflagrou a segunda fase da operação Compliance Zero no mesmo dia, mirando possíveis crimes cometidos pelo banqueiro Daniel Vorcaro, além da venda de carteiras de crédito fraudulentas ao BRB por 12 bilhões de reais. A ação ocorreu após a primeira etapa, realizada no ano passado.
A autoridade policial informou, por meio de postagem oficial, que a cooperação institucional entre BC e PF é essencial para a atuação conjunta em temas estratégicos de interesse do Estado brasileiro.
Cooperação entre BC e PF
Entre os pontos discutidos, destaca-se o reforço de canais de comunicação e alinhamento de estratégias entre as duas instituições, com foco na integridade do sistema financeiro e na apuração de irregularidades associadas ao caso Master.
A liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo BC no fim de 2023, tem colocado as autoridades sob pressão, especialmente a partir de críticas de Toffoli sobre a guarda de provas e a condução de investigações.
Medidas recentes também envolveram a apreensão de bens de Vorcaro e de investigados, incluindo veículos de luxo, relógios, dinheiro em espécie e outros ativos, estimados em um montante superior a 5,7 bilhões de reais.
Decisões de Toffoli e desdobramentos
Toffoli autorizou a condução de mandados sob representação da PF, com prazo de 24 horas para a operação, definida para acontecer a partir de 12 de janeiro. No entanto, houve atraso de um dia, o que gerou críticas sobre o empenho da corporação.
Ainda nesta quarta, Toffoli determinou o lacre de todo o material apreendido e o envio direto ao STF, sob guarda de seu gabinete para perícia. A decisão retirou o acesso imediato da PF a celulares, mídias e documentos, passando a responsabilidade para a Procuradoria-Geral da República.
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