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BC decreta liquidação da Reag Trust DTVM após operação da PF mirar fundador

Banco Central liquida extrajudicialmente a CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, um dia após a PF mirar o founder João Carlos Mansur

Sede da Reag em São Paulo recebeu na quarta-feira (14 de janeiro) mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal (Foto: Divulgação)
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O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, nova denominação da Reag Trust DTVM. A decisão aponta graves violações às normas do sistema financeiro. A medida ocorreu nesta quinta, 15, em Brasília.

A liquidação acontece uma dia após a Polícia Federal deflagrar a segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes envolvendo o Banco Master e fundos administrados pela Reag. João Carlos Mansur é o fundador da gestora.

Investigação aponta que o Banco Master concedia empréstimos a empresas com recursos aplicados nos fundos da Reag, com reavaliações frequentes e ganhos não correspondentes ao mercado. Uma operação registrou valorização de 10.5 milhões por cento.

Contexto da investigação

O BC disse que continuará apurando as responsabilidades legais e pode aplicar sanções administrativas. Bens dos controladores e ex‑administradores ficam indisponíveis, conforme a lei.

O Banco Master já havia sido liquidado em novembro, após o órgão identificar cerca de R$ 12,2 bilhões de créditos inexistentes. A conclusão impediu venda da instituição ao BRB.

Na terça, o ministro Fernando Haddad classificou o caso do Master como possivelmente a maior fraude bancária da história do Brasil, reforçando o alerta do governo sobre eventuais fraudes.

Os credores aguardam a auditoria da lista de credores da EFB Regimes Especiais, liquidante do BC, para definir o ressarcimento pelo FGC. O pagamento depende desse processo.

A Reag, sediada na região da Faria Lima, em São Paulo, não respondeu oficialmente sobre a liquidação até o momento. A instituição figura no segmento S4 da regulação prudencial.

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