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Mercados britânicos promovem itens para quem usa fármacos de emagrecimento

Supermercados britânicos lançam linhas GLP-1 para quem usa medicamentos de emagrecimento, com porções menores e opções proteicas, sinalizando mudança de hábitos de compra

The online supermarket Ocado says there has been strong demand for protein-rich staples such as steak.
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UK supermarkets apostam em “Jab-uary” com alimentos voltados a quem usa drogas para emagrecer, como GLP-1. Redes como Marks & Spencer, Morrisons, Asda, Ocado e Co-op atuam para atender essa clientela, ainda em ascensão no Reino Unido.

Ocado criou uma ala virtual de “weight management” com itens GLP-1 friendly, desde pequenas porções de carne até suplementos como AG1, com preços que variam bastante. A plataforma relata demanda alta por proteínas, refeições rápidas e vitaminas.

A parceria com a M&S leva a linha Nutrient Dense, com refeições de 400 g a 7 libras e opções como frango satay. Também há bebidas e snacks pensados para reduzir a ingestão calórica, segundo a varejista online.

O Co-op apresenta “mini meals” de 250 g a 280 g por cerca de 3,50 libras cada, promovidos como práticos para quem reduz o consumo de alimento. Outras redes seguem com opções semelhantes em seus catálogos.

Estimativas apontam que cerca de 6% dos adultos do Reino Unido usam GLP-1, segundo a Mintel. O dinamismo em torno dos fármacos influencia comportamentos de consumo, elevando a procura por proteínas e produtos de volume reduzido.

Sainsbury’s e Tesco also observam mudanças no comportamento de compra. A rede lançou refeições prontas de baixo teor calórico e mais proteínas; a varejista diz acompanhar a dinâmica de perto.

No período de festas, as vendas de supermercado mostraram alta de 2,5% em valor, enquanto o volume recuou 0,2%, segundo NielsenIQ. O efeito farmacológico pode pressionar margens em setores de alimentação e hospitalidade.

Pesquisas apontam que famílias com pelo menos um usuário de GLP-1 reduziriam gastos com alimentos entre 5% e 8% em seis meses, o que preocupa as redes com estratégias de precificação e portfólio.

Especialistas destacam o desafio de transformar porções menores em vantagem competitiva. Pergunta central é se há necessidade real de um produto específico com esse rótulo ou se ajustes de porção já existentes bastariam.

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