O setor de criptomoedas da Índia intensificou a pressão por revisão fiscal antes do Orçamento 2026, defendendo a redução de 1% do TDS sobre negociações e a reavaliação do imposto único de 30% sobre VDA. A meta é conter a migração de negócios para plataformas offshore.
Executivos de WazirX e Delta Exchange afirmam que a atual estrutura tributária tornou o tradedo formal mais complexo, reduzindo a liquidez doméstica e abrindo espaço para operações fora do país. Avaliam que ajustes manteriam atividade econômica dentro do crivo regulatório.
O governo fica diante de uma oportunidade no orçamento para recalibrar o regime, mantendo transparência e conformidade, sem frear a inovação. A queda na liquidez interna é apontada como problema que impacta investidores e startups nacionais.
A indústria sustenta que o mercado global evoluiu desde a implementação das regras, com maior participação institucional e maior clareza regulatória em várias jurisdições, o que reforça o apelo por alinhamento com padrões internacionais.
Realinhamento regulatório em foco
Estimativas da Delta Exchange apontam que usuários indianas movimentaram quase ₹5 bilhões de rúpias em volume de negociação em plataformas offshore entre out/2024 e out/2025, o que alimenta o debate sobre fuga de receita.
Os executivos destacam que plataformas fora do controle indiano reduzem a proteção ao consumidor e afastam empregos e arrecadação fiscal do país, defendendo uma abordagem nacional para infraestrutura financeira compatível com normas locais.
Fiscalização e combate a irregularidades
Técnicas de supervisão vêm sendo fortalecidas, segundo a Receita Federal, para melhorar a fiscalização de ativos digitais. O órgão atua em conjunto com o Conselho de Impostos Diretos para ampliar controles sobre exchanges.
Entre na conversa da comunidade