Bitcoin caiu cerca de 4% nesta quarta-feira, flertando com US$ 88 mil, acompanhando um ajuste de alavancagem que atingiu o mercado cripto. O movimento ocorre em meio a uma semana já marcada por aversão ao risco em ações, títulos e moedas.
O ouro spot superou US$ 4.800 por onça pela primeira vez, enquanto a prata registrou máximas históricas, à medida que investidores buscavam ativos de refúgio num cenário de saída de risco, com o dólar sob pressão.
Dados de liquidação da CoinGlass indicam 181.570 traders desfazendo posições nas últimas 24 horas, elevando as liquidações totais a US$ 1,07 bilhão. Compras longas absorveram a maior parte do impacto, com US$ 998,33 milhões liquidados contra US$ 71,39 milhões de shorts.
Visão de mercado
Bitcoin operava em US$ 88.942, queda de 4%. Ether, US$ 2.963, recuo de 7,1%. XRP, US$ 1,90, queda de 3,8%. A capitalização total do crypto atingiu US$ 3,09 trilhões, recuo de 3,9%.
Liquidações dominam o cenário cripto
Bitcoin registrou US$ 440,19 milhões em liquidações, e Ether, US$ 392,38 milhões, com o restante do mercado somando cerca de US$ 52,60 milhões. O endurecimento do humor de risco também pressionou equities na Ásia, com a MSCI Asia-Pacífico ex-Japão caindo 0,3% e o Nikkei recuando 1,2%.
Na Europa, o tom permaneceu desfavorável, com futuros do Euro Stoxx 50 e do DAX recuando 0,4%, diante de dúvidas sobre timeline de tarifas e impactos globais no crescimento.
Wall Street e tensões comerciais
Nos Estados Unidos, a sessão anterior trouxe perdas expressivas, com o S&P 500 caindo 2,06% e o Nasdaq-Composite recuando 2,4%. Enquanto futuros de Nasdaq e S&P 500 ganharam fôlego, operando próximos de equilíbrio na abertura.
Essa fuga para ativos de proteção sustentou a alta do ouro. Na política, o presidente Donald Trump intensificou a retórica sobre a Groenlândia, o que reacendeu temores de uma guerra comercial mais ampla. Em Bruxelas, a UE prepara resposta com cúpula emergencial.
Perspectivas e ambiente de risco
Fontes do setor ressaltam que fevereiro costuma ser favorável ao Bitcoin, com ganhos médios históricos, mas sublinham que desempenho inferior não é necessariamente ruim. Especialistas destacam que o momento enfatiza volatilidade e reequilíbrios de portfólios.
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