O fechamento de três estúdios da Reality Labs e as demissões de mais de mil funcionários da Meta geraram rumores sobre um recuo da empresa na realidade virtual. Palmer Luckey, fundador da Oculus, afirmou em publicações no X que essa leitura não é correta.
Luckey sustenta que as demissões representam uma rotatividade ordinary e não indicam abandono do setor. Segundo ele, a Meta ainda emprega a maior força de trabalho dedicada a VR no mundo, com margem para ajustes internos sem comprometer a estratégia geral.
Para o empresário, o foco não é o número de cortados, e sim a origem das mudanças. A maior parte das posições envolvia conteúdo próprio em estúdios internos, que competiam com desenvolvedores terceirizados. Isso, na visão dele, distorce o ecossistema de VR.
O fundador da Oculus aponta que a Meta financiava fortemente seus estúdios internos, o que, segundo ele, prejudicava a competitividade e o progresso técnico do setor. Luckey ressalta que isso também dificultava a participação de empresas externas no mercado.
Embora reconheça o impacto humano das demissões, Luckey afirma que reduzir conteúdo próprio pode favorecer a saúde do ecossistema a longo prazo, liberando recursos para a própria Meta e para o equilíbrio entre diferentes players.
Palmer Luckey, criador da Oculus, foi um dos nomes centrais no impulso inicial da realidade virtual. Em 2014, a Oculus foi adquirida pela então Facebook, hoje Meta, por cerca de US$ 2 bilhões.
Luckey saiu da Meta em 2017, mas permanece ativo no setor. Ele é fundador da Anduril Industries, empresa de defesa que investe em software, sensores e IA, com parceria para desenvolver modelos de VR e AR para as Forças Armadas dos EUA.
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