A indústria brasileira de café solúvel segue enfrentando uma tarifa de 50% nos Estados Unidos, mesmo após a suspensão das tarifas para a maioria das exportações de café do Brasil. A Abics e outras associações trabalham para entender a razão dessa diferença.
As tarifas surgiram em 2025, em meio a uma disputa entre o governo dos EUA e o Brasil relacionada ao tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. No final de 2024, o governo americano retirou tarifas de várias exportações, mas manteve o imposto sobre o café solúvel comum.
Tarifas e impacto
Em 2025, as exportações brasileiras de café alcançaram US$ 15,6 bilhões, apesar de queda de 21% no volume para 40 milhões de sacas de 60 kg. O recuo reflete as dificuldades tarifárias enfrentadas pelo setor.
Desdobramentos recentes
Em dezembro, as exportações de café verde caíram 18% na comparação com igual mês de 2024, enquanto as de café solúvel recuaram 35%, para 273.466 sacas. A diferença acentuada preocupa o segmento.
Apoio e perspectivas
Entidades como Abic trabalham com grupos nos EUA para demonstrar que a tarifa afeta negativamente ambos os países. A instituição afirma que não há justificativa para manter o imposto sobre o solúvel, mas reconhece que mudanças dependem da evolução da safra e das condições climáticas.
Continuidade do debate
Sem novidades sobre a safra ou reajustes de política, o cenário de tarifas permanece incerto. O setor aguarda sinais sobre possíveis ajustes ou decisões futuras que possam alterar o status do café solúvel nos EUA.
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