Venezuela deve bilhões a credores chineses, em especial por meio de empréstimos lastreados em petróleo. A extensão exata da dívida varia conforme a fonte, com estimativas que vão de cerca de US$ 10 bilhões a US$ 15 bilhões em obrigações pendentes. A maior parte do crédito foi concedida entre 2000 e 2018.
A informação sobre pagamentos após o default de 2017 é pouco clara. Fontes apontam que parte do serviço da dívida foi coberta por recebimentos de petróleo, com acordos em que o petróleo exportado rendia para o financiamento com a China.
Pessoas próximas à PDVSA indicam que a China concedeu carência em 2019, tentando compensar as amortizações com cargueiros de petróleo. Exportações para a China atingiam cerca de 642 mil barris por dia, com parte destinada ao serviço da dívida.
Dados e lacunas
O histórico de dados oficiais é ausente há décadas, dificultando a determinação da dívida atual. O banco central venezuelano não publicou números consolidados desde 2019 e o FMI não produceu um relatório completo sobre o país desde 2004.
Especialistas estimam que a maior parte das dívidas aos credores chineses foi contratada via China Development Bank, em operações lastreadas em petróleo. O fluxo de caixa de parte das vendas mudou de mãos para facilitar o serviço da dívida.
Cenário e próximos passos
A China permanece como um dos principais credores após o default, ao lado da Rússia. Outros credores, inclusive titulares de títulos, tentam questões em ativos no exterior, como a Citgo, controlada nos EUA.
Ainda não está claro como Washington pretende direcionar futuros fluxos de petróleo venezuelano para honrar dívidas com a China. A operação de óleo da CNPC na Venezuela envolve ativos como a Sinovensa, que tem produção na casa dos 110 mil barris por dia.
Observação final
A situação envolve múltiplos credores, mecanismos de pagamento atrelados ao petróleo e incertezas sobre a totalidade dos montantes. As informações disponíveis dependem de fontes como dados de lending público e movimentos de exportação petrolífera da Venezuela.
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