O ex-desenvolvedor da Ubisoft Kensuke Shimoda reacudiu críticas a teorias online que associam a queda de valor da empresa e problemas de desenvolvimento a iniciativas de DEI. Ele afirmou que os problemas vêm de um suposto “Big Business Syndrome”.
Shimoda, que trabalhou na Ubisoft Osaka entre 2021 e 2024, respondeu a um gibi de Sadataro que ligava o desempenho comercial de Assassin’s Creed Shadows aos esforços de inclusão. A um perfil de X, ele disse que a DEI não teve influência relevante e, na prática, ajudou a expansão em América do Sul e Oriente Médio.
Segundo ele, a despeito de críticas, a DEI teria impactos positivos, ao contrário do que defendem entusiastas de mensagens anti-woke. O ex-funcionário também comentou sobre a baixa rotatividade e a ausência de lideranças experientes, sugerindo falhas na gestão.
A Ubisoft confirmou que o jogo Assassin’s Creed Shadows atingiu mais de 5 milhões de jogadores até julho de 2025, dentro das expectativas anunciadas pela empresa. O título incluiu pela primeira vez um samurai africano entre os protagonistas.
Shimoda identifica no “Big Business Syndrome” um modelo de gestão que privilegia manter o status quo acima de estratégias mais arriscadas. A expressão corresponde a uma visão empresarial criticada por levar a decisões conservadoras.
Em 21 de janeiro, a Ubisoft divulgou uma reestruturação que envolveu o cancelamento de quatro títulos ainda não anunciados, incluindo três novas IPs, e a criação de cinco “Casas Criativas” para projetos com IPs já existentes. A medida repercutiu entre funcionários atuais, que veem repetição de ciclos anteriores.
A discussão ocorre num contexto de críticas externas a Ubisoft, incluindo ataques ao papel da diversidade na indústria de games. As falas de Shimoda chegam após a empresa enfrentar ajustes operacionais e declarações sobre o desempenho de seus lançamentos.
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