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PF ouve 8 envolvidos em compra frustrada do Master pelo BRB

PF ouve oito investigados na tentativa frustrada de venda do Banco Master ao BRB; STF prorroga inquérito, apontando possível maior fraude financeira com CDBs de rendimentos irreal e R$ 12 bilhões

Sede do Banco Master, em São Paulo. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
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A Polícia Federal iniciou, nesta segunda-feira (26), ouvidos a oito investigados no inquérito sobre a tentativa frustrada de venda do Banco Master ao BRB. O caso, que envolve supostas irregularidades, foi levado ao STF pelo relator Dias Toffoli, que prorrogou a investigação por mais 60 dias.

Os depoimentos desta segunda contam com dirigentes do BRB, executivos do Master e empresários ligados ao caso. Participam Dário Garcia Junior, diretor de Finanças do BRB; André Maia, ex-funcionário do Master e diretor da Tirreno; Henrique Peretto, proprietário formal da Tirreno; e Alberto Oliveira, superintendente-executivo de Tesouraria do Master.

Na terça-feira (27), serão ouvidos outros quatro envolvidos, entre atuais e ex-dirigentes do Master e do BRB. Estão na lista Robério Mangueira, superintendente de Operações Financeiras do BRB; Luiz Bull, diretor de Riscos, Compliance e Tecnologia do Master; Angelo Ribeiro da Silva, sócio do Master; e Augusto Lima, ex-sócio da instituição.

Investigações em andamento

Segundo a PF, o Master teria emitido CDBs com rendimentos de até 40% acima da taxa básica. O retorno prometido seria considerado irreal, com potencial movimentação de cerca de R$ 12 bilhões envolvendo o BRB. O inquérito aponta indícios de participação de dirigentes do BRB nas operações.

Ainda conforme a PF, o acordo de compra firmado em março não teve conclusão por riscos identificados pelos órgãos reguladores, o que levou o Banco Central a impedir o fechamento. O caso integra a linha da Operação Compliance Zero, que já resultou em prisões e desdobramentos.

História recente e desdobramentos

O dono do Master, Daniel Vorcaro, foi preso em novembro na primeira etapa da Compliance Zero, mas liberado dias depois pelo TRF-1. Novas ações da PF, deflagradas recentemente, visam aprofundar fraudes ligadas ao banco, com foco em fraudes de mercado e uso de informações privilegiadas.

Relator Toffoli autorizou novas diligências diante de evidências de novos ilícitos. A apuração apura uso de ativos sem liquidez, preços inflados, uso de laranjas e transações entre partes relacionadas. O grupo estaria conectado a familiares ou ligados ao Master.

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