Ryanair afirmou que pode considerar o uso da Starlink, o wifi via satélite de Elon Musk, no futuro, dependendo de tecnologia e custo. A sinalização foi feita pelo diretor financeiro Neil Sorahan, em meio à troca de farpas entre o CEO da Ryanair, Michael O’Leary, e o bilionário.
A discussão ocorre após O’Leary ter sido questionado sobre a adoção de Starlink em sua frota de 650 aeronaves, ao lado de Lufthansa e British Airways. O executivo rejeitou a ideia, citando que antenas nos jatos gerariam cerca de 2% de arrasto de combustível e aumentariam entre US$ 200 milhões e US$ 250 milhões a mais na conta de querosene anual de aproximadamente US$ 5 bilhões.
Musk respondeu, afirmando que a leitura foi mal interpretada, em post no X, desencadeando insultos entre as duas partes. Sorahan comentou que a briga foi divertida e atraiu visitantes ao site da Ryanair. O’Leary afirmou que a disputa elevou as reservas em 2% a 3%, momento em que a companhia lançou uma campanha de descontos sarcásticos.
Perspectiva sobre WiFi e negócios
No entanto, o chefe financeiro ressaltou que o wifi a bordo ainda está longe de ser realidade para a Ryanair. Ele lembrou que ainda há custo de combustível a ser absorvido e que a empresa avaliaria opções apenas quando surgirem condições técnicas e econômicas favoráveis. Passageiros podem ser menos propensos a pagar por wifi em voos curtos, de uma a três horas.
A Ryanair também informou resultados atualizados, elevando previsões de passageiros, crescimento de lucros e tarifas. A empresa espera transportar 216 milhões de passageiros até março de 2027 e prevê alta de 7% a 8% nas tarifas médias neste ano. No terceiro trimestre, o lucro líquido caiu 22%, para €115 milhões, excluindo uma provisão de €85 milhões relacionada a uma multa de órgão de competição italiano, pela qual o grupo informou que está recorrendo.
A companhia destacou que as entregas da Boeing estão avançando bem, em comparação com o ano anterior, quando houve dificuldades de entrega. Os quatro últimos modelos Max 8 devem chegar até o fim de fevereiro, e o Max 10 deve integrar a frota já na primavera de 2027. As ações da Ryanair, listadas em Dublin e Nova York, recuaram 1,7% na sessão europeia nesta segunda-feira, após valorizarem mais de 50% ao longo do ano passado.
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