A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar a possível contratação de influenciadores para produzir conteúdos contra o Banco Central (BC). A investigação envolve o Banco Master, que à época havia sido liquidado pelo BC. A apuração foi antecipada pela CNN Brasil e confirmada pela CartaCapital.
O inquérito tramita em segredo de justiça e está sob a responsabilidade da Diretoria de Combate ao Crime Organizado e à Corrupção. A PF passa a investigar indícios de prática de crimes vinculados à contratação de criadores de conteúdo para ataques ao BC.
As suspeitas surgiram após informações veiculadas pelo jornal O Globo. A Federação Brasileira dos Bancos informou à PF ter identificado um volume atípico de publicações relacionadas à liquidação do Master.
Envolvidos e alvos das publicações
Pelo menos 46 perfis teriam atuado no bombardeio digital contra o BC, com muitas contas sem relação com temas econômicos. Entre os alvos estão Renato Gomes, ex-diretor de organização do sistema financeiro e de resolução do BC, além do presidente do Master, Gabriel Galípolo, e do diretor de Fiscalização, Aílton de Aquino.
A PF avaliou que existem indícios de possíveis crimes e decidiu pela abertura do inquérito. O foco da apuração está no eventual pagamento aos influenciadores e na identificação de quem ordenou as publicações.
Contexto e desdobramentos
A apuração acompanha ainda a atuação de intermediários do Master na contratação dos criadores de conteúdo. O caso ganhou repercussão após decisões envolvendo o BC e desdobramentos judiciais de tribunais superiores, que influenciam o acompanhamento público do tema.
Entre na conversa da comunidade