O Banco Central, em depoimento à Polícia Federal, informou que o Banco Master possuía apenas 4 milhões de reais em caixa antes da liquidação extrajudicial. A declaração foi dada pelo diretor Ailton Aquino, que classificou o Master como uma instituição de médio porte, ainda que com ativos de 80 bilhões de reais.
Segundo o diretor, a liquidez do Master era insuficiente para sustentar operações, mesmo com o balanço apontando ativos elevados. Aquino destacou que, em comparação, um banco com 80 bilhões de ativos deveria manter caixa significativamente maior para enfrentar crises de liquidez.
Os relatos foram tornados públicos pelo STF, após depoimento ocorrido em 30 de dezembro. A liquidação do Master ocorreu em novembro, após identificar problemas de liquidez e riscos ao sistema financeiro.
Problemas de pagamento envolvendo o Will Bank
O diretor também mencionou dificuldades de pagamento associadas à Will Financiadora, operação fantasia do Will Bank, que integra o mesmo conglomerado do Master. O BC havia colocado a Will sob regime temporário de administração especial.
Antes da liquidação do Master, o Will Bank já enfrentava controles para evitar agravamento da crise. Houve ainda indicações de tentativas de preservar a operação visando o interesse público, segundo apuração recente.
No contexto, o Will Bank não havia sido liquidado até então para facilitar uma venda a um investidor árabe que demonstrou interesse, mas o negócio não foi encerrado. O banco também enfrentou problemas com a grade de pagamentos da Mastercard, o que agravou a situação financeira.
Na nota oficial emitida à época, o BC descreveu o cenário como insustentável, citando a insolvência da instituição. A liquidação do Will Bank ocorreu semanas após a decisão envolvendo o Master, mantendo o foco do tema na proteção de clientes e do sistema financeiro.
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