O Mecanismo Especial de Devolução 2.0 (MED) entrou em vigor nesta segunda-feira, 2 de fevereiro, em todas as instituições financeiras do Brasil. A ferramenta, criada e regulamentada pelo Banco Central (BC), amplia a rastreabilidade, o bloqueio e a devolução de valores transferidos via Pix em casos de fraude.
Com a atualização, o MED passa a identificar não apenas a conta que recebeu os recursos originalmente, mas também valores que tenham sido rapidamente repassados a outras contas. Assim, é possível congelar o dinheiro mesmo após transferências subsequentes.
Até então, a versão anterior já permitia ativar o MED para verificar a conta de destino, desde que os recursos estivessem ainda disponíveis. No entanto, a velocidade das movimentações fraudulentas dificultava o bloqueio, resultando em uma taxa de recuperação média de cerca de 7%, segundo o BC.
A novidade tende a agilizar a identificação e o encerramento de contas consideradas de risco, fortalecendo os mecanismos antifraude do sistema financeiro. Golpes comuns incluem atendimentos falsos, códigos QR manipulados e transações com vendedores inexistentes.
Como funciona?
O MED continua integrado aos apps das instituições financeiras. Ao detectar movimentação suspeita, o usuário pode abrir o Pix no extrato e acionar a contestação ou o reporte de fraude.
Entre as novas funcionalidades, o MED 2.0 traz o botão de contestação direto no aplicativo, disponível desde outubro de 2025, bloqueios automáticos preventivos e um prazo de até 7 dias para a conclusão da devolução.
O BC informou que o uso é restrito a casos de fraude, não se aplicando a erros operacionais ou desacordos comerciais. A adoção é obrigatória, com período de transição até maio, após o qual a fiscalização do BC passa a valer.
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