A Indonesia está discutindo o custo da recuperação de suas florestas e áreas críticas. A estimativa do Ministério de Florestas aponta 12 milhões de hectares afetados até 2034, com gasto total de US$ 9,2 bilhões em nove anos.
O objetivo é reabilitar 6,3 milhões de hectares dentro de áreas florestais e 5,7 milhões fora delas, com financiamento anual de cerca de US$ 766 por hectare. O aporte viria do orçamento estadual, orçamento regional e cooperações externas.
Ainda não está claro onde ficam os 12 milhões de hectares, como o número foi calculado ou quais indicadores foram usados. Tampouco há divulgação pública de uma possível relação com o programa Social Forestry, que já contempla 12,7 milhões de hectares.
Contexto de financiamento e responsabilidades
O Ministério afirma que parte dos recursos virá de esquemas de carbono e de ações de CSR, além de cooperação doméstica e internacional. A tramitação do orçamento também envolve a maior transparência e participação de comunidades locais.
A urgência do tema aumentou após tempestades e deslizamentos em Sumatra no fim de 2025, atribuídos a fatores climáticos combinados com desmatamento significativo na região. A proposta pretende consolidar a recuperação após esse evento.
Debates sobre custos e accountability
Pesquisadores questionam a origem do valor de US$ 9,2 bilhões para 12 milhões de hectares. Estudos anteriores indicam custos variáveis, de cerca de US$ 100 a US$ 4 mil por hectare, dependendo da gravidade do dano e do tipo de ecossistema.
Especialistas defendem maior clareza sobre a delimitação de áreas críticas, os indicadores usados e a forma de cálculo. Também destacam a necessidade de transparência em consultas públicas e monitoramento independente.
Propostas de governança e financiamento
Autora da análise, a especialista Aida Greenbury sugere adotar um marco similar ao Remedial Framework da FSC, para responsabilizar empresas ligadas à degradação. A ideia envolve planos de restauração condicionados à continuidade de licenças.
Para o financiamento, recomenda-se modelo público-privado com participação de grandes grupos econômicos. Propõe que cerca de 80% dos custos sejam cobertos por essas empresas, com o restante pelo orçamento do estado.
Caminhos para implementação
Entre as medidas estavam ainda divulgar publicamente as áreas a serem reformadas e a fórmula de cálculo, além de buscar apoio de fluxos de CSR, cooperação internacional e mecanismos de carbono. O objetivo é evitar impactos catastróficos e responsabilizar agentes-chave.
O Ministério da Floresta tem pressionado pela aprovação do orçamento de reflorestamento para apresentação à Câmara, buscando atender a demandas de recuperação de ecossistemas e proteção de comunidades ribeirinhas.
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