O Grupo Fictor protocolou neste domingo (1) um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP para as empresas Fictor Holding e Fictor Invest. A medida visa equilibrar a operação e assegurar o pagamento de compromissos financeiros que somam cerca de R$ 4 bilhões. A demanda inclui a solicitação de 180 dias para suspender cobranças e bloqueios, com a expectativa de abrir espaço para um plano de recuperação.
Segundo a companhia, a recuperação buscaria manter as atividades e permitir negociações estruturadas com credores, sem descontinuidade operacional. A empresa também ressaltou que, desde o início, não houve atrasos e que realizou uma reestruturação interna para reduzir estrutura física e quadro de funcionários, com o objetivo de proteger trabalhadores e acelerar indenizações trabalhistas.
Fundado em 2007, o Grupo atua nos setores de indústria alimentícia, energia, infraestrutura e soluções de pagamento. O pedido indica que as subsidiárias ficam de fora da recuperação judicial para preservar rotinas e contratos. O objetivo, conforme a empresa, é evitar que negócios economicamente viáveis sejam afetados pelo processo.
Contexto do caso Banco Master
Em novembro, um consórcio liderado por um dos sócios do grupo havia divulgado uma proposta de aquisição do Banco Master. A operação foi suspensa após decisão do Banco Central. O Fictor informou que a operação estava condicionada à análise e aprovação dos reguladores e se colocou à disposição para esclarecimentos às autoridades competentes.
A companhia afirmou que a recuperação judicial não altera o funcionamento normal das subsidiárias nem interrompe contratos vigentes, mantendo a continuidade das atividades durante o processo. As informações foram divulgadas pela assessoria do grupo, sem confirmação de novos compromissos.
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