Um juiz federal dos EUA autorizou a retomada da construção de um projeto eólico offshore em Nova York, capaz de abastecer 600 mil residências. A decisão reverteu parte de as pausas ordenadas pelo governo de Donald Trump em dezembro. É o quinto projeto a ser retomado.
A ação foi movida pela Ørsted, que lidera o Sunrise Wind, diante da paralisação imposta pela administração federal. O tribunal analisa que não há evidência suficiente de que o uso de energia eólica offshore representa um risco imediato à segurança nacional. A obra pode seguir normalmente.
O litígio envolve também o Empire Wind, outro projeto relevante para a rede elétrica de Nova York, e ocorre em um contexto de críticas à política de desligamento de grandes empreendimentos de energia limpa. As autoridades estaduais e o método de gestão do leilão de energia offshore estão no centro do debate.
Contexto legal e impactos
A decisão de Lamberth acompanha outros acórdãos que já autorizaram reinícios de projetos semelhantes no Estado, incluindo o Revolution Wind de Rhode Island e Connecticut. Além disso, ações judiciais de governos estaduais ajudam a manter o ritmo de obras de energia limpa.
NY e o Departamento de Interior não se pronunciaram imediatamente sobre o caso, enquanto a indústria ressalta que as usinas em disputa somam potencial para vários gigawatts. Estima-se que os projetos tenham capacidade de gerar bilhões de kilowatts-hora e fortalecer a rede local.
Letitia James, procuradora-geral de Nova York, sustenta que a paralisação ameaça a economia e a segurança energética do estado. A defesa argumenta que a energia eólica offshore é crucial para a confiabilidade da rede elétrica e para a transição energética.
Turn Forward, grupo de defesa da indústria, destacou vitórias judiciais como sinal de avanços. A organização ressalta que os projetos devem acelerar a entrega de energia em grandes escalas, contribuindo para o crescimento econômico regional.
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