A Polícia Federal instaurou um inquérito para apurar suspeitas de gestão fraudulenta no Banco de Brasília (BRB). A apuração foi autorizada pelo ministro do STF Dias Toffoli, relator do caso, e tramita sob sigilo. O procedimento foi iniciado na última sexta-feira, dia 30.
O foco da investigação são operações do BRB relacionadas às negociações com o Banco Master, liquidado pelo Banco Central em 2025. O BRB chegou a avançar na tentativa de aquisição de parte relevante do Master, contou com apoio do governo do Distrito Federal e, apesar disso, o BC vetou a operação.
Segundo apurações, o BRB teria adquirido carteiras de crédito e outros ativos ligados ao Master, com problemas de lastro, avaliação e documentação. Também são investigadas falhas em processos internos de análise, aprovação e governança, além de potenciais manobras para contornar regras de transparência e limites legais de participação.
Além da Polícia Federal, o caso é acompanhado pelo Ministério Público, pelo Banco Central, pela atual gestão do BRB e por auditorias independentes. O banco deverá apresentar, nos próximos meses, balanço financeiro com informações detalhadas sobre os impactos das operações com o Banco Master.
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