O Banco BRB está sendo apontado como responsável por registrar dívidas quitadas ou inexistentes no Registrato do Banco Central, após a venda de carteiras do Master e do Will Bank. A situação envolve clientes que tiveram empréstimos ou serviços financeiros vinculados a essas instituições.
Segundo relatos, as dívidas aparecem como ativas ou em atraso mesmo após pagamento ou ausência de contrato, no sistema do BC. O BRB herdou registros durante o processo de aquisição de carteiras de crédito desde 2024, com informações ainda não consolidadas pelo liquidante.
A investigação envolve o registro de operações que teriam sido quitadas no banco de origem mas não foram repassadas ao BRB. O controlador do BRB informa que, sem esse repasse, não é possível baixar as operações, levando a cobranças indevidas no SCR.
Entre os envolvidos, estão o BRB, o Will Bank, o Banco Master e o liquidante nomeado pelo BC. A Polícia Federal já apura indícios de fraudes ligadas a esse cenário, que também envolve possíveis compras de carteiras de crédito com baixa qualidade.
Os relatos surgem após o BC monitorar irregularidades na venda de carteiras de crédito do Master para o BRB. Estima-se que cerca de 40 mil pessoas podem ter tido contratos não cobrados ou registrados indevidamente.
Contexto: o que é o Registrato e como consultar
O Registrato permite checar empréstimos, contas, chaves PIX e créditos em nome do titular. O acesso exige conta gov.br de nível prata ou ouro com verificação de duas etapas. O passo a passo inclui login, selecionar Empréstimos e Financiamentos (SCR) e solicitar o relatório.
Quem for impactado pode buscar contratos, valores atualizados e origem da cobrança, com orientação para formalizar reclamações caso não haja contrato. Em casos de cobrança indevida, recomenda-se interromper o crédito e recorrer a órgãos de defesa do consumidor.
Como agir se a dívida for indevida
Especialistas orientam solicitar por escrito o contrato e o valor atualizado, além de identificar quem cobra e de onde partiu a dívida. Caso a questão não se resolves, deve-se registrar reclamação em Procon e Consumidor.gov, com possível recurso à Justiça.
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