A investigação aponta para o uso de um gap legal que permite ocultar o preço pago por grandes propriedades na Escócia. Organizações de reforma de terras alertam que transações de mais de £300 milhões em Highland não aparecem no registro público. A prática envolve o que é chamado de “implementação de missives” em formulários de registro.
Discovery Land Company, empresa de Arizona que atua em resort de luxo, pagou £21,4 milhões pela Glenlyon em 2022, propriedade próxima a Taymouth, em Perthshire. A contabilidade de preços não ficou disponível no registro público. A Oxygen Conservation também utilizou o mecanismo para manter confidencial o valor pago por dois imóveis na Escóquia.
O John Muir Trust, uma das ONGs de proteção ao ambiente mais conhecidas, também usou a estratégia ao adquirir um parque de chalés por £1,73 milhão e terras vizinhas de 166 hectares em Kylesku, ao noroeste da Escócia. As cifras não aparecem no registro público de terras.
A prática foi classificada pelos críticos como legal, mas gera pressão por mudanças legais para ampliar a transparência. A Scottish Land Commission e a Community Land Scotland defendem que o preço pago deve constar dos títulos de propriedade.
O regulador Escocês, Registers of Scotland, confirmou que ainda não tem poder para exigir que o preço apareça nos títulos. O governo está avaliando opções para aumentar a transparência, segundo um porta-voz, que destacou estudo em andamento com o keeper dos registros.
A Oxygen Conservation disse apoiar a transparência, mas ressalta que, em muitos casos, a confidencialidade é solicitada pelo vendedor. O JMT afirmou que pode revisar a prática para tornar valores públicos, mantendo o compromisso com a transparência.
Par Equity confirmou que transações podem ser confidenciais conforme acordo entre as partes, quando cabível. A firma justificou que alguns preços são mantidos sob acordo de confidencialidade. O tema segue em análise pelas autoridades.
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