A Novo Nordisk entrou com ação contra a Hims and Hers Health, alegando violação de patente. A empresa de telessaúde americana lançou e depois interrompeu a venda de uma cópia de US$49 do Wegovy, medicamento para perda de peso da Novo, após a reação negativa da FDA. A notícia impactou os mercados na segunda-feira, com alta de quase 7% nas ações da Novo e queda de 20% nas da Hims no início do pregão.
A decisão da Novo Nordisk ocorre em meio a uma pressão regulatória sobre medicamentos compostos GLP-1 manipulados. Analistas apontam que a FDA tem adotado postura firme diante de soluções de fabricantes de tiras personalizadas que tentam reduzir receitas de grandes farmacêuticas.
A Hims anunciou que deixaria de oferecer o comprimido baseado em semaglutida, ingrediente presente no Wegovy e no Ozempic. A resposta rápida da FDA é vista como sinal de maior rigor regulatório sobre produtos compostos que buscam competir com marcas consagradas.
Contexto regulatório e desdobramentos
Especialistas afirmam que regulamentações dos EUA permitem manipulação apenas em casos de escassez ou quando o medicamento é personalizado para o paciente. Sem escassez, a produção de cópias de marca pode violar patentes, como no caso atual envolvendo Wegovy.
A Novo Nordisk informou que pediu ao tribunal a proibição permanente da venda de medicamentos compostos não aprovados que infrinjam suas patentes e a recuperação de danos. A empresa ressalta que busca proteger seu portfólio de obesidade frente a inovações de terceiros.
A Hims, por sua vez, não comentou detalhadamente o desfecho da disputa, mas afirmou que a decisão de interromper o produto foi tomada após avaliação regulatória. A empresa segue sob escrutínio de investidores e do mercado, diante de políticas que visam reduzir cópias de terapias patenteadas.
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