O caso envolve o Instituto de Previdência do Amapá Amprev, que teria feito aportes no Banco Master, ignorando avisos de risco. A PF aponta que as operações ocorreram em um período curto, com quatrocentos milhões de reais transferidos para ativos do Master, em menos de vinte dias.
Dirigentes da Amprev são apontados como responsáveis por facilitar o processo. Entre eles, o conselheiro José Milton Afonso Gonçalves é indicado como o mentor intelectual e articulador das operações no Comitê de Investimentos. A PF afirma que houve omissão de dados de risco e recusa de ofertas de bancos de primeira linha.
O presidente do Amprev também é citado por ter conhecimento dos riscos e, conforme as investigações, ter ignorado esses avisos. Jocildo Silva Lemos teria atuado como garantidor institucional, neutralizando resistências internas e validando uma visita técnica ao Banco Master para conferência de formalidade, sem auditoria efetiva.
Segundo a PF, o Santander, BTG Pactual e Safra foram recusados como opções de investimento, com a justificativa de que o retorno seria maior no Master. A investigação descreve uma repetição dessas condutas em reuniões realizadas em 19 e 30 de julho, apontando dolo no direcionamento dos recursos.
A apuração indica que o objetivo seria facilitar a aplicação de recursos públicos da Amprev em ativos de alto risco. O juiz Jucélio Fleury Neto, da 4a vara da Justiça Federal do Amapá, afirma que os indícios atingem o interesse do Estado, associando a gestão temerária a prejuízo ao erário.
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