O governo britânico concedeu 190 contratos para projetos de energia limpa, incluindo a maior usina eólica onshore da Inglaterra em uma década, entre eles o grande projeto da Imerys perto de St Austell, na Cornualha. A medida faz parte de um leilão para ampliar energia renovável até 2030, sob a égide do governo e em meio a metas do Labour.
Além das usinas eólicas onshore, foram contemplados 157 parques solares e quatro projetos de energia das marés. O pacote total visa formar um sistema elétrico britânico com emissões zero ou quase zero até 2030, conforme objetivos do Labour.
Ed Miliband, secretário de Energia, afirmou que os contratos demonstram que a energia limpa é mais barata que a construção e operação de gás, com preços competitivos para novas usinas. O governo ampliou o montante disponível para o leilão de renováveis.
Detalhes dos contratos e precificação
No leilão, os parques solares receberão 65,23 libras por MWh em preços de 2024, e as usinas onshore receberão 72,24 libras por MWh. Caso o preço no mercado seja menor, há complementos pagos aos desenvolvedores; se for maior, o excedente retorna aos consumidores.
Os preços para offshore permanecem mais altos, com parques fixos no leito marinho entre 89,49 e 91,20 libras por MWh, e as novas gerações de energia eólica flutuante chegando a 216,49 libras por MWh. O objetivo é reduzir custos gerais de energia para famílias e empresas.
Impacto esperado
Os contratos de energia renovável devem suprir energia suficiente para 16 milhões de residências no Reino Unido, considerando toda a nova oferta de renováveis anunciada. Em conjunto, os acordos devem complementar a geração de energia até o fim da década, buscando maior segurança energética.
A medida coincide com contratos offshore já anunciados recentemente, que alimentariam cerca de 12 milhões de casas até o fim da década. O governo informou que a soma dos contratos renováveis gerará fornecimento estável e previsível para o sistema elétrico britânico.
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