O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defendeu a postura conservadora da autarquia ao usar dados para calibrar os juros previstos para março, destacando serenidade na decisão. O comentário ocorreu durante evento promovido pelo BTG Pactual.
Em discurso, Galípolo comparou o BC a um transatlântico, reforçando que mudanças abruptas não fazem parte do protocolo e que a entidade atua de forma moderada para suavizar ciclos. O objetivo é reduzir volatilidades sem depender de movimentos acelerados.
Mercado financeiro avaliava, na última segunda, alta probabilidade de corte de 50 pontos-base no ciclo de juros, com 66% de chances; 25 pontos-base tinham 24% de perspectiva. O BC não indicou sinal de revisão de comunicação.
Em janeiro, a taxa Selic ficou em 15% ao ano, com sinalização de início de cortes em março. Galípolo disse que não revelará planos para o restante do ano para evitar distorções geradas pela incerteza.
Sobre o ambiente eleitoral, afirmou que a atuação do BC permanece estável diante de pesquisas, e que o horizonte da política monetária ultrapassa o período de campanhas. O mercado de trabalho continua restrito, fator considerado relevante para o controle inflacionário.
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