O governo avança na exploração de urânio no Brasil, enquanto a retomada da usina Angra 3 permanece lenta. A estratégia prioriza a atracão de iniciativa privada e a autossuficiência para combustível nuclear. A partir de 2022, houve abertura do setor, com o ministro Alexandre Silveira defendendo potencial de exportação.
BNDES, ENBPar e INB devem finalizar, nas próximas semanas, a contratação de consultores para estruturar parcerias em mineração de urânio em até cinco regiões. O objetivo é ampliar a capacidade produtiva e reduzir a dependência externa.
A iniciativa prevê áreas em Bahia, Goiás, Paraíba, Paraná e Tocantins, visando abastecer usinas nacionais e, em caso de excedente, viabilizar exportação. O movimento ocorre em meio ao reconhecimento global do urânio na transição energética.
Situação atual da mineração
No momento, apenas a mina de Caetité, na Bahia, administrada pela INB, está em operação e abastece Angra 1 e Angra 2. O urânio brasileiro precisa ser enviado ao exterior para transformação em gás, processo ainda não existente no país.
O projeto de Santa Quitéria, no Ceará, envolve a parceria entre INB e Galvani Fertilizantes. A jazida de Itataia combina urânio e fosfato, com licenciamento ambiental prévio do Ibama pendente desde 2007. O empreendimento está orçado em 2,3 bilhões de reais.
Contexto econômico e regulatório
Especialistas situam o urânio entre minerales cobiçados pela transição energética, com preço acima de 85 dólares a tonelada em janeiro. O setor aguarda ainda a regulamentação da Lei 14.514/2022, que permite parcerias entre INB e o setor privado, prevista para 2026.
Entre na conversa da comunidade